terça-feira, 22 de setembro de 2009

Pausa para nossos comerciais


Triumph – Elegância a todo momento.

Já fui acampar de galera num lugar inóspito, carregando quilos de mantimentos, barraca, subindo e descendo morro. E algumas mocinhas se preocuparam em levar camisolinha, make-up, tamanquinho de salto...

Cada qual com toda atenção do mundo á sua pequena nécessaire. Previsível que o mimimi pela falta de conforto se estenderia pelos próximos dias.

E minha paciência com frescura vai até aquela página, sabe? A 2! Desarmei a barraca e voltei bem antes do previsto.

Em Roma como os Romanos. Olha só como nem comentei a mensagem subliminar no anúncio...

[Ouvindo: En El Último Trago - Chavela Vargas]

10 comentários:

Anônimo disse...

Eu lembro dessa propaganda numa Cláudia? Vaga lembrança... Minha avó só usava "corpinho" Triumph !

Miguel Andrade disse...

Anônimo, esta que escaneei não estava numa Claudia, mas creio ter sido publicada em muitas revistas.

Todas usavam esta marca. Havia uma certa guerrinha das calcinhas nas propagandas. "Bruna, você usa Valisére?"

Leticia disse...

Antes da aberturêichon e da globalizêichon em terras tapuias os comerciais se repetiam por semanas a fio na meia dúzia de revistas que tínhamos por aqui. Por isso a gente lembra tanto delas.

Não sei o que a geração de agora terá pra lembrar no quesito, mas confesso eu era xóvem demais e não atentei para essa mensagem subliminar.

De qualquer maneira, enquanto a fofa espera pelo ritual preliminar, convém não chegar perto do lampião: essa camisoleta pegaria fogo instantaneamente, se transformando numa maçaroca de plástico em dois segundos.

Miguel Andrade disse...

Letícia, pura tragédia hot!

Viu, mas há poucos ou quase nada anúncios de peças íntimas hoje em dia. O povo não usa mais?

Refer disse...

O segredo de se sentir bem e seguro em QUALQUER lugar é quando vc sabe que há pelo menos UMA rota de fuga e que vc pode fugir a hora que quiser. Isso vale para festas, viagens, reuniões em família, camping e outros micos.

Miguel Andrade disse...

Refer, por isso fui embora! Não dá! Esse povo quer acampar com o conforto que têm em casa.

Mas pelo que você disse, vale lembrar de carona pra festa sem meio de voltar na hora que bem se entender... FURADA!

Leticia disse...

Taí um tópico a que não tinha me ligado e que é digno de análise, Miguel!

Meu pitaco é o seguinte: antes do advendo da lycra, do nylon e que elasticos que tais, a mulherada fazia suas peças íntimas (de bordadinho inglês, algodão fininho, e tal. Não que não houvesse coisa pronta, mas no geral essas coisas eram feitas em casa pelas moçoilas prendadas.

Então houve um período em que o novo hábito (lingerie prêt-à-porter) tinha de ser enfiado diariamente na cabeça da mulherada, o que parece que deu certo. Tanto é que hoje o mercado já está tão implementado que anúncio, anúncio mesmo, só de lingerie mais erótica.

Miguel Andrade disse...

Letícia, faz sentido!

E agora há incontáveis marcas de lingerie. Pequenas empresas se firmando.

É um mercado eternamente em expansão embora tenha tido um boom nos 70/80.

Refer disse...

Já comprei sutiã na Lojas Marisa — o paraíso do fetichista. Todo homem que se preza devia passar por essa experiência transcendental.

Miguel Andrade disse...

Refer, deve ser transcendental como comprar absorvente. Além da vergonha, são mil e um tipos a serem escolhidos.

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