segunda-feira, 8 de junho de 2009

Pausa para nossos comerciais


Guarany – As cores da sua imaginação.

Esses corantes em tubinho devem ter lucrado milhões e milhões de cruzeiros com os hippies. E anos e anos após a década de 70 eu tentei transformar uma blusa branca em preta.

Não ouvi os (sábios) avisos da minha mãe, de que ia dar merda. Depois de todo o tampo, ferver água, perder uma panela, consegui uma “nova” blusa. Cinza, toda manchada.

Fiquei sem entender qual é o truque dela pra quem não quer tie- die. Pra parecer que tava indo pra Woodstock só faltou as chinelas de couro.

[Ouvindo: Kerry Dance - Roy Lanham]

22 comentários:

Raquel disse...

AH,nossos pecadilhos riporongos!
eu fiz uma blusa, acho que com aqueles nós que viravam rodelas, lembra? ai ai
beijos

PS: e a palavra código é "supel"... deve ser supel bacana!

Miguel Andrade disse...

Raquel, não lembro! Eu fiz num acesso retrô na adolescência, década de 90.

Refer disse...

Havia um lance de amarrar uma ponta da camiseta com um barbante para então mergulhar na água com corante. Depois de tingida, desatado o barbante, ficava uma mancha circular (lindíssima...) na camiseta.
Miguel, não se sinta mal por ter nostalgia de algo que não viveu — eu mesmo tenho a maior saudade dos anos 40 — belas mulheres, magníficos ombros com enchimento.

Miguel Andrade disse...

Refer, da década de 40 também! Hiper chique.... Imagino até o cheiro de gomalina com tabaco daqueles ambientes.

Raquel disse...

Exatamente esse Refer! Obrigada.

Miguel Andrade disse...

Raquel, hahahaha. Na primeira moda de jeans manchado, uma das minhas irmãs fez esta técnica, mas com água sanitária.

Preciso dizer que o resultado ficou "ótimo"?

Leticia disse...

Grande corante Guarany!!!! Sabe que uso até hoje?

Quando tenho uma camiseta de que gosto muuuuuito e ela está desbotadinha, mas na textura ideal do conforto, eu tasco ela no panelão. Só consigo fazer direitinho quando a cor original é a mesma da tintura, claro.

Ainda rende um tempinho a roupa. Só não dá pra colocar na máquina junto com as brancas...

Miguel Andrade disse...

Letícia, como era mesmo o título daquela matéria na Folha, em cima da tua foto? "A arruma tudo?"

A idéia para a roupa durar mais é ótima mesmo. E custa pouco cada tubinho deste?

Refer disse...

Ainda existe o corante Guarany?? Poots. Alguns produtos desaparecem de vista e a gente acha que sumiram do mercado. Agora, se me disserem que o vinho Centauro, o querosene Jacaré e a gordura de coco Babaçu ainda existem, acho vou ter um troço, como diria o Colé (não é do tempo de vcs, eu sei)

Miguel Andrade disse...

Refer, corantes Guarany tem até blog próprio! Sério!

Leticia disse...

Custa nada, Miguel! Nem lembro do título da matéria. Foi recortada e está nos guardados de mamãe, junto com as matérias que eu fazia quando era estagiária, rárá!

Ainda existem coisas no mercado quem nem aparecem porque não fazem mais parte do módivida atual: agulhas de tricô, decalques de florzinha, pesos para bainhas e "hot stamps" com letrinhas pra botar as iniciais do casal no enxoval. Ééééé...

Jôka disse...

Miguel, na década de 70 eu era adolescente e usava toneladas de tubos de corante Guarany.
Seguinte: Pra tingir sem manchar (mas eu sempre preferia manchado em tiedie) tem que mergulhar a peça de roupa na água antes de fazer o tingimento... coloca ela inteiramente molhada na tinta fervendo, aí fica um espetáculo.
Jôka também é cultura (inútil).
Abç!

Miguel Andrade disse...

Letícia, enfim, lojinhas de armarinho estão totalmente fora da mídia! :D

Jôka, e eu ainda por cima fiz uma patifaria na cozinha. minha mãe ficou doida!

Mas acabei usando a blusa "nova" cinza mesmo.

Refer disse...

Uma coisa que eu nunca mais vi são as decalcamonias... elas estavam em todos os lugares. Nas feiras, a gente comprava um monte por centavos.

Alguém sabe se elas ainda existem?

(alguém se lembra o que são decalcamonias?)

Miguel Andrade disse...

Refer, eram uns deseinhos que se colocava na água? Depois grudavam em superfícies lisas?

Leticia disse...

É isso, Jôka! Tem de seguir direitinho as instruções, senão babau!

Isso Miguel, esses mesmo!

Refer, decalcomania ainda tem, no armarinho das velhinhas aqui perto de casa. Eles estavam amareladinhos, mas passei a régua no estoque. Tinha até decalque de Castro Alves, para os trabalhos escolares, lembra? Comprei tudo o que me agradou, e decorei os escostos das cadeiras da cozinha, cada uma com um ramalhete diferente.

Miguel Andrade disse...

Letícia, parece que já vi isso á venda também... Mas em trabalhos escolares as vezes ensopavam tudo.

Na minha infância haviam os calquitos. Comprava-se em livrarias um cenário, tipo pôster que acompanhava uma folha cheia de personagens. A gente riscava essa folha por trás e ia grudando os personagens no cenário. AMAVA isso.

Refer disse...

ô Leticia, que inveja eu tenho de ti. Decalcamonia eu cheguei a colar até na própria testa. Um hit dos anos 50 eram decalcamonias de flores coladas no branco da geladeira.

Miguel Andrade disse...

Refer, é por isso que todas aquelas geladeiras 50's lindonas que se acha ainda por aí têm vestígios de coisa arrancada nas portas.

Leticia disse...

É, Miguel, tem de deslizar com muito jeito pra não craquelar. Dependendo do tamanho, vira um inferno.

Refer, eu sempre tento fazer resgates de hábitos em casa. É um "pobrema" de reencarnação, como diz meu pai.

Eu acho que as coisas lisas em geral foram vítimas do deslumbramento pelo decalque, seja ele de que origem fosse. Por isso geladeiras, tevês, automóveis, pastas de escola, cadernos, tudo virava vítima da sanha humana em colar coisinhas. Hoje, até onde dá pra perceber, persistem as janelas de apartamentos e seus ocupantes adolescentes. E os orelhões, claro.

Quando eu pesquisava apartamento, tinha sempre o quarto do garoto, facilmente identificável: restos de adesivos por tudo - nas janelas, nos armários, nas paredes... E como aquilo é horrível de tirar, mas nem com estilete o troço sai!

Miguel Andrade disse...

Letícia, e quase sempre é o quarto masculino. Adesivos de Playboy, marca de moto, etc.

Mas acho que o que realmente substituiu os decalques clássicos foram os sticks adesivos, tipo Hello Kitty.

Secretariazinhas confiadas e com tempo hábil costumam emporcalhar monitores com eles.

Leticia disse...

Hirc, nem fala! Já estou incomodada com os milhões de post-its que "orrrnam" meu monitor desde ontem! Louca pra me livrar deles, está um favelão isso aqui...

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