sexta-feira, 19 de junho de 2009

Chamando Dick Tracy


As pão com ovo que me perdoem, mas a carreira de Madonna deveria ter parado aí, num momento alto. De lambuja, porque ela não é boba nem nada, ainda ficou com Warren (woof!) Beatty, o, até então, bom partido número 1 de Hollywood.

Ainda para este (subestimado) filme lançou a trilha alternativa I'm Breathless. Um dos poucos discos totalmente relevantes de sua carreira.

Tentando ser levada a sério entre os grandes, apareceu no Oscar 91 cantando Sooner or Later. É sempre um prazer rever este momento. Nunca fomos tão felizes.

[Ouvindo: Daisy Gun – :Zoviet*France:]

8 comentários:

Jessica Fraga disse...

Concordo plena e absolutamente. Madonna passou da hora de sair de cena. Acho muito mais digna a despedida no auge, como fez Lídia Brondi - vc já viu a loucura que é a comunidade oficial dela no orkut? Tem gente que posta todo dia pra ela voltar! Essa tem 'semancol'.

Miguel Andrade disse...

Jessica, da Lídia Brondi? Putz!

Não peguei o auge da Lídia Brondi, mas pelo que li no Feliz Ano Velho ela foi poderosíssima!

Refer disse...

Em música vou de Abba a Zappa, mesmo, e acho que a Madonna tem muita coisa relevante na discografia. Gosto da preocupação dela em evoluir, em se ligar a novos produtores, em recriar a imagem e inovar no som.
Madonna não é alguém que dorme sobre louros.

(atenção: 'dormir sobre louros não é se deitar sobre Miguel Falabella ...até porque Madonna parece preferir morenos :D)

Miguel Andrade disse...

Refer, mesmo quando ela estava no auge, vendia disco pra chuchu, admirava que seus discos tivessem um conceito. De capa a todo o conteúdo versavam sempre sobre um mesmo tema.

Quanto a relevância, me referia a todas as faixas serem bacanas. Lembro que os LPs dela sempre tinham umas baladinhas horrendas no final de cada lado.

Você ouviu este mais recente dela? Parece que TODAS as faixas são do tipo estas, pra encher linguiça. Além de uma pobreza de produção musical que dá pra comparar com as mais furiosas de uma Kelly Key da vida.

Refer disse...

Não ouvi o último disco da Madonna. Sei que ela está num momento artístico muito ruim. Como cantora, é limitadíssima, o mérito dela é saber inventar-se e reinventar-se conceitualmente. A Arte verdadeira é a conceitual; o artista maior é o que elabora o conceito. Os que apenas fazem arte muito bem, sem o conceito, são somente bons operários da arte — o que não é nenhum demérito, ao contrário.

Miguel Andrade disse...

Refer, sim! Não se vê na Madonna de 2009 quase nada da de 1992.

Elton Caramante disse...

Respeito a opinião de vocês, mas devo dizer que para mim o ponto forte da Madonna não é a música.
Madonna é imagem. Talvez a maior representante viva do poder da imagem.
Madonna é uma compilação infinita de apropriações e construtos de personagens.
Acredito que diante disso fica difícil discutir Madonna somente no quesito musical. Devo lembrar que o álbum Ray of Light de 1998 é um trabalho conceitual muito relevante.

Miguel Andrade disse...

Elton Caramante, como ela vende CDs e não santinhos, temos que discutir a música em primeiro lugar.

Mas você está certo sim... Embora discorde um pouco do emprego da palavra "infinita". Madonna está mais do que desgastada, requentendo por anos o que já fez.

Talvez agora interesse apenas aos mais novos, ou mais simplistas.

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