sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Minority Report – A Nova Lei

A idéia de se fazer um novo filme com os personagens clássicos de Star Trek não causa calafrios pelo projeto em si. A série original nunca foi lá essas coisas, portanto... Sinceramente os personagens estão tão desgastados que dá preguiça. Tal e qual Star Wars, Chaplin, Senhor dos Anéis... Fiquei arregalado com a escalação de Winona Ryder pra fazer papel de mãe do Spock!!! Caraca, era aquela garotinha com orelhas de abano fazendo comedinha na Sessão da Tarde, depois a filha carola da Cher e agora já tá com idade avançada a ponto de ser mãe de tripulante de uma nave estrelar! Oh, o lado diabólico que há em mim também se perguntou o que será que tem de bom na Enterprise pra se dar a Elza... Tudo cada vez mais rápido! Descobri que o Agente Boris Bola tá sem os dentes da frente, além dos pelos cada vez mais grisalhos. Justo aquele bebê salsicha que roia ferozmente meu chinelo. A triste urgência dos seres orgânicos... Falando em criaturas, monstros e seres abissais, sei lá se é por que não prestei atenção, mas não foi ontem que a Britney Spears ameaçou a Madonna, tinha alardeados implantes de silicone mesmo sendo adolescente, enfim, a promessa absoluta do mundo pop? Atazanei a infância da minha sobrinha (fã febril da cantora, pobrezinha) a cada criancice que fazia sentenciando: “A Britney não faria isso! A Britney jamais faria aquilo!”. Tal método educacional nos dias de hoje seria algo fabuloso!!! Na formação de uma delinqüente!

[Ouvindo: Candy in the Sun – Swirl 360]

sábado, 5 de janeiro de 2008

Lua de Papel

Acho uma graça criancinhas em geral. Não tanto quanto filhotes de gato, que são idênticos aos adultos, só que bem pequenininhos! Os de humanos costumam ser deveras cabeçudos. A minha era tão grande, tipo Charlie Brown mesmo, que minha mãe me levou ao médico pra perguntar se era natural. E isso é piada familiar até hoje... Não tolero os infantes quando já estão grandes o suficiente para saberem que são uma gracinha e falam com voz forçadamente melosa, ou pior, quando em viagem de ônibus sentam-se no banco de trás. Em ônibus tenho certo ímã pra esse tipo de coisa: Logo que entra uma mãe com seu pimpolho, tenho certeza que escolherão o banco de trás. Só pro pirralho passar o tempo puxando meu cabelo ou dando chutes nas minhas costas! E nessa época do ano que não há muito que ser noticiado na TV e os repórteres não pensam duas vezes em empunhar o microfone pra garotada? Dia desses assisti ao emocionante depoimento de uma menina que havia acabado de ser queimada por uma água viva: Ahhhhhhhhhh, Uhhhhhh! Ahhhhhh! Bateu um caminhão da Batavo num muro de uma casa e lá estava o Junior de uns 6 anos descrevendo como se sentia sobrevivendo a tal tragédia... Por último ainda garantiu que sua mãe ia-lhe dar a roupa do Homem-Aranha. Tão confortante a fé no futuro...

[Ouvindo: My Pledge Of Love – Joe Jeffrey Group]
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