quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Edward Mãos de Tesoura

Minha tataravó ensinou minha bisavó que ensinou minha avó que contou à minha mãe que não contou pra ninguém porque achou uma bobagem amarrar o pé da mesa sempre que alguma coisa desaparece em casa. Infelizmente não sou uma pessoa tão organizada quanto ela e garanto que o método não falha nunca aqui! De chave, óculos de sol a CD, não há sumiço que um pedaço de pano amarrado não resolva! E o melhor é que não precisa ser virgem nem nada. O pano! O amarrante muito menos... Simpatia mais simpática era a que uma amiga aprendeu em casa pra queles momentos de aperto absoluto. Diz que não há prisão de ventre que resista se quando sentar no troninho, tal e qual a princesa que você é, colocar na cabeça um quadradinho de papel higiênico, milimetricamente cortado no pontilhado. Daí é só esperar um pouquinho... E voilá! Tecnologia e explicações científicas (beeeeem) à parte, o que importa é a conveniência! Ás favas os Correios!!! Ninguém mais manda cartas! Nem a Dora! Esqueceram de avisar a professora do meu sobrinho que deu tal façanha ao guri... E que destinatário mais bacana que o tio que mora longe com um monte de gatos e cachorros? Meses a cartinha dele ficou á vista pra não esquecer da resposta. Eu olhava pra ela, ela olhava pra mim... E a famosa Pri (guiça) gritando!!! Sinceramente duvidava que ainda conseguisse escrever à mão. Legivelmente. Tá!!! Hoje enviei a cartinha nem tanto com medo de deixar, justo nesta época do ano, uma criançinha terrivelmente infeliz, mas pra não receber a visita dos três espíritos natalinos. Minha amiga do papel higiênico na cabeça não tem a mesma fobia. Vai demitir um funcionário, com família e tudo, justo agora... Já tô preparando o “Eu avisei! Eu avisei!”.

[Ouvindo: Hare Rama Hare Krishna – Dum Maro Dum]

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Como Agarrar Um Milionário

Não chega necessariamente a me tirar o sono, mas a cada notícia sobre o “esperado” retorno das Spice Girls penso o que a Victoria Beckham faz ali no meio... Fala sério, minha senhora! Se você fosse casada com um a celebridade fedendo de tão podre de rica como David Beckham, deixaria sua santa casa pra fazer estripulias em cima de um palco? Hun? Claro que é ótimo ter seu próprio dinheirim, mas há limites de constrangimento para isso! Se saísse sem calcinha como uma piranha qualquer ganharia até mais flashes, né? Eu hein, Rosa! Vai ver que é muito boazinha. Resolveu colocar sua imagem a favor das ex-colegas que não deram tão certo assim na vida, se é que você me entende... Inclusive a gordinha, que dava um duro danado pra parecer a mais safada, e foi a primeira a sair (soltando farpas) está entre elas!!! E no show novo cada uma tem direito a momento solo, cantando (?) um hit (?) de quando estavam sozinhas... Até a Sporty Spice (que nunca me enganou) dizem que tem o seu... Mistress Beckham aproveita também pra fazer o que fez durante estes últimos 7 anos: Nada! Faz carón e anda pra cá e pra lá! E a marrom bombom que nem faz tempo estava nos tablóides exigindo a paternidade de seu rebento a Eddy Murphy? E dessa história me espantei com os ti-ti-tis de que ele não gostava da fruta. JAMAIS cogitei isso! Oh! Assim como quando o David Cardoso (o rei da pornochanchada) disse à revista Set que o Mazzaroppi era gay. O caboclo seria exigentíssimo nos testes de sofá pra galã de sucessos como O Jeca e a Égua Milagrosa. Cruuuuuuzes!!!

[Ouvindo: The Killing Moon – Echo & The Bunnymen]

sábado, 8 de dezembro de 2007

Videodrome – A Síndrome do Vídeo

No mundo competitivo dos pré-adolescentes na virada 90’s quem não tinha vídeo cassete não tinha nada! Sucessos do nipe de Robocop ou A Mosca só os amiguinhos mais abastados viam. A chefona lá de casa além de alegar não ter grana (coisa que não há petit que compreenda) ainda dava como exemplo outra febre de consumo que com menos de um ano foi parar no fundo da gaveta: o Atari! Ou melhor, o que dinheiro conseguiu comprar: Super Game CCE. Conseguimos ter graças ao vizinho brindado num consórcio (!!!) sem possibilidade de pagar as prestações. Histórico! Quase dormi abraçado àquela maravilhosa caixa preta de (Wow!!!!) quatro cabeças... Flores? Para alugar filmes era preciso dinheiro, e crianças normalmente não tinham, a não ser que se chamassem Macaulay Culkin. Minha mãe infelizmente ia sozinha à locadora e perguntava aos balconistas o que molecada via. Foi uma fase cinematográfica triste. Assisti qualquer coisa que tivesse a palavra “Dinossauro” no título... Na banca fazia o mesmo, e um monte de revistinhas do Conan poluía minha coleção. Tinha dó de lhe dizer que detestava quadrinhos de heróis americanos, ainda mais preto e branco!!! Muito troco de padaria precisou ser ocultado se quisesse alugar coisas como Juventude Transviada! Aprendi a ser rebelde odiando Sal Mineo que atravancava o romance da Natalie Wood com o James Dean! Quando emprestei Gozando nas Nuvens de um colega, a estréia no mundo X-Rated de tanta tecnologia, o VHS foi cruelmente engolido pela máquina. O momento mais “Todo Mundo Odeia O Chris” da minha vida! Voltou do conserto (fazia um mês que a garantia estava vencida) e só aí se revelou para todos qual fita estava presa. Até hoje não sei se apanhei pelo prejuízo ou pela sacanagem em si, propriamente dita....

[Ouvindo: Mundo Colorido – Vanusa]
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