quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

Rio Babilônia

Ufa, é sempre bom sobreviver a mais um carnaval sem ter tido contato com qualquer confete, serpentina, ou coisa que o valha. Dão-me alergia... E sempre preciso responder que ODEIO tal paganismo, porque todo ano me perguntam onde vou pular o carnaval. Devem pensar que tenho cara de Joãozinho Trinta... Humpf! Oh, sabia que carnaval não é um feriado? É facultativo. Se você tem conexão dial-up e apostou na data para usufruir do pulso único se ferrou!!! E agora a gente se prepara para receber a visitinha do Papa, né? Aquele mesmo com cara de vilão de romance do Umberto Eco. Sou favorável a recepcioná-lo com uma trupe de passistas de escola de samba. Aproveita-se que ainda estão aquecidas. Uai, quando ele vai à China não é recebido por um monte de chinesinhas rodando leques, cantando “Oinnnnn Innnnn Rummmmm Limmmm”? Umas cinco ou seis mulatas rebolativas seriam um cartão de visitas fabuloso. Coisa folcloricamente tão nossa quanto saci, brigadeiro e telenovela das 8 que começa as 9. E cada uma dessas beldades devia sair da avenida e ganhar um troféu por passar mais de uma hora chacoalhando dentro de um biquininho basicamente de lantejoulas introduzidas bem lá. Ui! E tem aquele arame nos peitinhos que também não deve ser brinquedo não! Pelo menos econômicas são, ou você acha que compram “roupas” exatamente IGUAIS todo ano? E idéia de jerico foi o que vi no Metrópoles da TV Cultura... Um bando de universitários criou a Unidos de São Paulo e coroaram um padrinho de bateria. Quêêêê? Eu já me matei de tentar caçar a matéria no You Tube porque contando assim nem dá pra dar risada. E bicha em função tipicamente feminina sempre quer abalar as estruturas. Triplicar a façanha! “Se as mulé rebolam, eu vou trebolar!” Aaaaafe! Já dizia aquela outra famosa: “Todo corpo em movimento está cheio de inferno e céu”...

[Ouvindo: Get Yourself High – Chemical Brothers]

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

Um Convidado Bem Trapalhão

Jerry Lewis precisou ir á França para ser reconhecido. Os Estados Unidos são assim mesmo. Quando ele morrer todos os jornais o chamarão de gênio! Esta opinião não é minha, é do Tarantino em Four Rooms. Mas poderia ser... No mesmo filme ainda disse que champanhe é Cristal, o resto é mijo, mas isso não vem ao caso agora. Não via um filme do Jerry Lewis acho que há vinte anos. Lembrei dele semana passada, fiz uma pseudo enquete entre conhecidos e é quase unanimidade o desapreço ao ator. E naquelas absurdas coincidências (Pau no Coelho!) da vida esta semana consegui comprar a preço de mandiopã O Professor Aloprado em edição de luxo. Que sentimento desagradável ao acabar o filme, em glorioso technicolor, desligar o DVD Player e dar de cara com mais um paredão no Big Brother na TV! É quase como ir do céu ao inferno em questão de minutos... Humpf! E sim, Jerry Lewis continua hilário, e anos luz de seus inúmeros imitadores que o "sucederam". Sempre apostei que o ostracismo tinha vindo porque seu humor popular foi reconhecido no início da década de 60 pela revista francesa Cahiers Du Cinèma. Era uma época de franca crise do cinemão de estúdio Hollywoodiano, então, auge da Nouvelle Vague. Se os franceses estavam dizendo que era bom, deveria ser mesmo. Com a retomada yankee da tela na década seguinte, claro que esse pensamento ruiu junto. Taí Jean-Paul Belmondo (quem?) que não me deixa mentir. Já a crítica Pauline Kael lembra em seu livro que o comediante personificou na vida real o insuportável Buddy Love (seu alter ego em O Professor Aloprado) em diversos shows durante os anos 70, mas aí já entramos no campo da fofoca, né? Só de farra fiz um filminho com ele e Marilyn Monroe (em Nunca Fui Santa) cantando “em duo” The Old Black Magic, cenas com quase dez anos de diferença. Heresias á parte, é só uma brincadeira com o sentimento nostalgicamente mágico contido nos grandes mitos cinematográficos. Você assiste clicando aqui.

[Ouvindo: Where is my Man – Eartha Kitt]

sábado, 10 de fevereiro de 2007

Bonequinha de Luxo

Tô morrendo de vontade de parar de assistir telejornais pra ver se me irrito menos. E para me irritar é 1, 2, 3!!! Vou debater a ascensão da Paris Hilton que eu ganho mais, né não? Essa deve rir um monte falando qualquer merda que será amplamente divulgada em todo planeta... Oh, cê ouviu a musiqueta dela? Demorei pra ouvir. Ela faz o que a tia Gretchen já fazia nos vinis da década de 80. Basicamente geme pra cá, geme pra lá e boa! Quase plágio! Só faltava vir escrito no encarte "english and spanish lyrics: Gretchen". Por que a Gretchen gravava um monte de Aaaaah, uhhhhh, Oooooh, e ainda ganhava crédito pelas english and spanish lyrics!!! Tô falando sério! Eu li isso com estes olhinhos míopes e astigmáticos que a terra há de traçar! E se numa próxima encarnação eu tiver tempo de sobra vou criar um site, tipo aquele pra Madonna fazer show aqui, mas pra Paris Hilton gravar Bossa Nova. O Brasil tinha que acreditar mais no hype da Bossa Nova. Eu faço força pra isso... Tínhamos que ser tipo novelinha do Manuel Carlos, onde a mais pobre tem filha estudando no exterior... E mais cor pastel. Em todos os lugares!!! E de tanto acreditar no hype da Bossa Nova, que os gringos acham ser uma espécie de nossa Rumba ou coisa folclórica que o valha, a gente podia assumir de vez Buenos Aires como capital, né? É chique! Pra você aderir à idéia, a nova edição do podcast é exatamente sobre isso! O ritmo consagrado por João Gilberto cantado com sacrifício na língua de Camões por pessoas de dois diferentes países: CiboMatto (Japão) e Victoria Abril (Espanha). Clique aqui para fazer download do MP3, ou faça bom proveito do tocador ali em cima.

[Ouvindo: Kalu – Dalva de Oliveira]

sábado, 3 de fevereiro de 2007

Bom Dia, Vietnã

E blog é coisa de gente desocupada pra chuchu, mas a gente sempre que pode diz um olá! Só não dá pra postar qualquer coisa tipo ficar falando de Big Brother porque pobreza tem limites como tudo nesta vida... E tenho um aluno novo que na primeira aula metralhou: “O senhor é legal e ainda por cima fala engraçado!” Eeeeeu? E ó! Bastou câmera digital para querer postar fotos em um Flickr da vida e agora um MP3 Player para criar um podcast!!! Humildezinho como minha conexão dial-up (vulgo devagar mais vai) permite. E será que eu falo fanho daquela maneira mesmo? Eu hein! Há quem culpe o xanã, mas para antitabagistas qualquer coisa é culpa do xanã... Faltam dizer que o Saddam foi enforcado por causa do xanã... Humpf! Ninguém entende absolutamente do que falo e eu achando que era esse mix de sotaques!!! Se eu passar um dia com o Junior Metheoro pode apostar que vou sair falando que “tenho um blóóóógui na interrrrnéti”. Puro Ricifi!!! E esse negócio de podcast é soda porque dá certa vergonha falar sozinho. Talvez nas outras edições fique mais solto. Essa minha timidez um dia ainda me mata! E logo de cara falei um pouco sobre Divine e ainda coloquei uma musiquinha dela. Só pra não passar em branco seus 20 anos de sentida ausência neste planeta. E também porque um pouco de trash não faz mal a ninguém. Pra escutar é só usar o tocador ali em cima ou baixar o MP3 clicando aqui. E já sabe, né? Elogios, palavras fofas e/ou declarações de amor você posta nos comentários ou envie para meu e-mail (miguelandrade100@gmail.com). Ofensas, venenos e/ou palavras de baixo calão, envie á senhora sua vovozinha!

[Ouvindo: The Audrey Hepburn Complex – Pizzicato Five]
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