sexta-feira, 29 de setembro de 2006

A Montanha dos Sete Abutres

Antigamente era só rasgar a foto do Papa para se criar a maior polêmica... Hoje é o Papa quem cria polêmica. E a gente queria mandar ele calar a boca, mas isso é tão démodé. Tão démodé quanto a palavra démodé, diga-se! A Madonna mesmo, mamava numa garrafa e pronto! O que não faltava era gente querendo crucificá-la! Aliás, foi exatamente isso que ela fez agora pra ganhar algumas notinhas em publicações de fofoca... Daqui a pouco vai ter que tocar flauta com a xota se quiser um holofotezinho que seja!!! Palmas pra Cicarelli, que enfim chupou o pau da barraca, digo, chutou o pau da barraca em público e ainda não queria que comentassem. Celebridade tem que ser assim mesmo. A façanha ainda vai lhe render uns trocos e acho justo. E que mundo triste onde Rebeldes nada mais é que o nome de uma banda mexicana cafona. Bundificaram a rebeldia! E eu que achava Renato Russo ruim? Nem me dói a horda de adolescentes gostarem daquela musiqueta cafajeste, porque adolescente que se preze gosta de música de gosto duvidoso desde que o mundo é mundo. Mas é de lascar o fato de que se for pagodinho, axé, funk, maxixe, rock, tanto faz, o que tocar eles escutam. Sabe do que mais? Rebeldia, mas rebeldia mesmo vai ser quando o “cantor” (!?!) Daniel regravar “Olha a Cabeleira do Zezé”!!!

[Ouvindo: Season of the Witch – Donovan]

sábado, 23 de setembro de 2006

Cinderela em Paris

Gosto da história real do Cidadão Kane dos condimentos. Um carinha herdou a fábrica de sal que devia valer pouco mais do que nada. Numa bela noite veio-lhe o lampejo enriquecedor: E se àquele sal barato adicionasse os também baratos cebola e alho? Poderia triplicar o preço! Assim teria surgido os temperos Arisco, aqueles mesmos que patrocinavam o Clube do Bolinha. Indo mais além, o diabo vestiu Prada, e os publicitários não juntaram alho e cebola mas valores de consumo a qualquer produto. E num mundo materialista com garotas materialistas (!!!) não há como esses valores deixarem de estar associados à gente endinheirada. O estereotipo é aquele mesmo dos comerciais de margarina ou de carros, gente jovem, loura, blábláblá. Em suma, parecidos com a família real inglesa... Não se compra um líquido marrom com gás e sabe-se lá sabor do quê, mas a possibilidade de ser jovem, bonito e descolado. O arroto seria bônus. Ninguém quer parecer pobre e/ou perdedor o gera aqueles tristes tipinhos que gastam o que não podem pra esconder seus calcanhares rachados. Mas defendo com unhas (se não as roesse) e dentes a marca Nike que a gente aprendeu a querer com o Michael J. Fox. Custam os olhos da cara, é verdade, são feitos na china a míseros centavos de dólar a hora, dizem, mas duram pra chuchu!!! Os meus (aqueles do dia-a-dia) depois de longos quatro anos chegam ao fim. Enquanto nesse meio tempo muitos outros foram sucumbindo tendo os usado muito menos. E olha que está absolutamente longe das minhas aspirações parecer a Paris Hilton de cooper feito...

[Ouvindo: Ride On Time – Black Box]

terça-feira, 19 de setembro de 2006

Corra que a Polícia Vem Aí

Assisto religiosamente todos os episódios de CSI e acho muito engraçado. A tiazinha policial só no carão é o que há! Cada semana tá com um novo penteado... De preferência ruivo! Aquilo ali não deve pegar no batente nunca! Já notou o tamanho das unhas? E tem o clone do Hélio de La Peña em versão podre de chique, uma durona de cabelo 90’s e o bonitão que normalmente tem duas ou três falas por semana. Uma espécie de Pamela Anderson da polícia investigativa. Só enfeita! E levei anos pra decorar o nome dos personagens dos Friends... O seriado é legal, só que as resoluções dos casos às vezes são beeeem forçadas. E queria saber até que ponto o que mostram é real ou ficção. Não coisas do tipo “70% das notas de 1 dólar possuem algum vestígio de cocaína” ou as formas de um veneno específico agir no corpo humano, mas em relação à tecnologia. Tá, negocinho que pega o cheiro da cena do crime pra depois comparar com o perfume dos suspeitos é meio dããããã, mas há coisas que parecem possíveis. E ganha um CD da Line Records (Jamily ou Mara Maravilha, você escolhe!) quem afirmar que nunca imaginou aquela gente trabalhando no Brasil!!! E revoltou quando nos primeiros basfonds que o PCC fez (acho que em maio), os responsáveis pela segurança pública anunciaram que iam criar um banco de dados integrado com todos os presos! CAÇAROLA!!! Ainda não tem isso no Brasil?!?! Talvez as Panteras originais se dessem bem por aqui. Que tecnologia o quê! Era só apontar o 38, jogar o cabelón pro lado e dizer “Paradinho aí! Sabrina Duncan!”. Vai ver que é por isso que é o maior país católico do mundo, porque também, se a gente não for contar com Deus...

[Ouvindo: Shake It – Kasino]

quinta-feira, 14 de setembro de 2006

S.O.S. - Tem Um Louco Solto no Espaço

Motivos para Guerra nas Estrelas não ser levada a sério é que não faltam! Saturou para quem nasceu na década de 70 e cresceu cercado por aquelas imagens. E também porque o roteiro frouxo de dar dó é ruim e ponto. Se antes pelo menos os efeitos especiais impressionavam (nos anos 80 não havia programa na TV sobre cinema que não exibisse um makingof) hoje até comerciais institucionais da Canção Nova podem se dar ao luxo de contar com personagem feito no computador. E daí? Mas o que enoja mesmo é o absoluto descaso do George Lucas com o aqüé alheio e o que impressiona é a letargia dos fãs dãããããã que continuam torrando seu dinheirinho em qualquer ridículo caça-níquel da franquia! É normal um site criado para divulgar um filme(?) ser pago? Leeeembra quando ele subverteu a trilogia original acrescentando digitalmente alguns elementos? Disse a quem quis ouvir que os originais jamais seriam relançados ou exibidos, blábláblá? Em alguma galáxia distante devia ser PRIMEIRO DE ABRIL!!!! Star Wars - Uma Nova Esperança, O Império Contra-Ataca e O Retorno de Jedi estão saindo em DVD este mês tal e qual originalmente foram exibidos nos cinemas e à exaustão na TV. Agora me responda você, querido oráculo que não faz coockies: Porque o George Lucas quer tanto dinheiro se nem uma peruca decente ele compra?

[Ouvindo: Ready or Not (Jungle Mix) – DJ Hype]

domingo, 10 de setembro de 2006

Procura-se Susan Desesperadamente

Se há uma verdade duvidosa neste planeta é a de que boas garotas vão ao céu e as más para qualquer lugar... Do alto destes meus 30 anos (!!!), sem o menor vestígio de cabelos brancos ou queda dos mesmos, o tempo me mostra exatamente o contrário. As más engravidaram, casaram bem novinhas, lá pelos vinte e poucos (na melhor das hipóteses), e hoje vivem como pacatas donas de casa com avental sujo de ovo, ralhando com a prole toda ranhentinha que insiste em fazer bolinho de barro no quintal. As nerds, quatro olhos, aquelas que sofriam as piores avacalhações na época do colégio, possuem empregos ilustres, terminaram curso superior, quem sabe algum dia casam, quando chegar a hora e a pessoa certa! Ai como é divertido ver as atuais fotos desse povo no Orkut! Os (ex) meninos não diferem muito ostentando uma pança gigantesca e ao lado uma loura apática qualquer! Alguns são só reconhecíveis porque os olhos, em meio aquela cara redonda, ainda são os mesmos que já se acharam os bambambans do intervalo. E fui assistir à defesa de tese de um amado amigo e nas longas 3 horas de duração deu pra pensar em muitas coisas, mas principalmente quem foram aqueles professores na tenra idade para agora julgarem o trabalho de alguém em uma renomadíssima universidade. Se a vida fosse um glamuroso musical aqueles senhores de óculos muito fortes e roupas em tons pastel se levantariam pra cantar “Ah, se mamãe me visse agora!”!!! Em heleno-clássico, claro! Nerds vão mais longe e adivinha justo quem é a exceção que confirma a regra... Humpf!

[Ouvindo: Silly Ho – TLC]

quarta-feira, 6 de setembro de 2006

Intriga Internacional

Uma coisa era ser famosa, a outra era ser falada. Teoricamente a fama só acontecia depois de se ralar decentemente em alguma coisa a ponto de todos te reconhecerem, e falada bastava fazer uma merda qualquer a ponto de todos não quererem te conhecer. Hoje tanto faz, é quase a mesma coisa e, se for levando uns trocados, melhor ainda! E o Ruy Castro contou no programa da Ione que Carmen Miranda foi a primeira mulher famosa no Brasil. E qual seria a primeira falada? A Marquesa de Santos? E tal e qual uva, tanto famosas quanto faladas passam... Veja você o caso do River Phoenix! No início dos anos 90 parecia que não tinha pra ninguém no cinema. Quase ninguém sabe mais quem foi River Phoenix. Fama agora só fazendo o papel de Gasparzinho. E o secretário estadual de segurança pública que era nativo de Itapeva e a população não fazia idéia, e os que faziam não davam a menor pelota ao fato? Se a nova lôra do Tchan fosse uma beldade local... O limite da fama é a sua província? Pensou levar o Oscar e bem na hora dar um apagão no Brasil? É quase a história da árvore que caiu na floresta sem ter ninguém por perto... Ou de comer a Sharon Stone em uma ilha deserta!!! E é relativo, porque aqui perto de casa tem um velho gordão de camisa igual à do Bolinha, famoso pra chuchu, que nunca apareceu na Quem Acontece, na Caras e muito menos na People! Fica sentado na esquina fumando cachimbo todo santo dia, o dia todo. Não há quem não cumprimente o Vandão no bairro, até já tirei foto. Se ficasse sentado no sofá da Hebe, em vez de na guia da rua, talvez não fosse tão conhecido. Aliás, agora até você já ouviu falar no Vandão!

[Ouvindo: Barbarella – Bob Crewe Generation]

domingo, 3 de setembro de 2006

Se Meu Apartamento Falasse

Todo Macho que se preze tem um pouco síndrome de James Bond. Pelo menos os desavisados que vêm aqui sempre acabam suspirando enquanto dizem que, se morassem sozinhos, viveriam com a “casa cheia de mulherada”. Tipo mesmo aquelas do programa do Miéle, o Cocktail. Um monte de fêmeas sem vontade própria além da sede incontrolável de mostrar os peitinhos. Aqui em casa só tem bicho! Animais 3 X 1 Humanos. Não é de hoje que ouço trocadilho por ter uma gata! Nada mais 80s do que chamar mulher de gatinha. Já faz tempo que a Capricho nem é mais a “Revista da Gatinha”. Quero ver arrumarem piadinhas agora que tenho também um gato! O Vincent é um baby Glen (filho da Glenda) que nasceu com sorte. Vai ficar! Se é que ser paparicado pelo Boris pode ser considerado sorte. Não deve ser fácil para um felino estar sempre babado por um cachorro que parece ter sido feito com açúcar, tempero e tudo o que há de bom... Há exatos 30 dias ele nem existia e agora quando estou aqui, na frente do PC, já pede pra tirar uma soneca no meu colo. Faz tempo queria um pet novo pra chamar de Vincent, e nada como um gato para se chamar de Vincent. Minha mãe achou um nome muito difícil, mas não importa já que todo gato pra ela é chamado de gato e ponto. E o Bela, atual residente do céu dos peixinhos dourados, que era macho e todos achavam o contrário só pelo nome? Lugosi não daria certo. Nome de bicho tem que ter duas sílabas para não dar preguiça de chamá-lo. Quer me ver antipático é só chamar o Boris de Casoy quando eu o apresento! Essa gente não vê filme B? E a natureza é tão sábia que todos os filhotes nascem fofos! Nunca vi um de iguana, mas deve ser também...


[Ouvindo: Two Of Hearts – Stacey Q.]
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