terça-feira, 18 de janeiro de 2005

Cães de Aluguel

E teve aquele português que não sabia quantos patrícios eram necessários para se trocar uma lâmpada! E a norte americana que está tentando aprender português. Inteligente o suficiente para saber que a língua falada no Brasil não é o espanhol. Muito mais suave segundo a própria. Deu como exemplo olhos e ojos... Uma das principais graças de se perambular pela Internet, sentir o mundo cada vez mais apertado. E impera mesmo aquela visão de que vivemos num país glamoroso, de pessoas exóticas de abacaxi na cabeça, sempre com o tesão á flor da pele... Quase como as retroposições nas películas de Hitchcock! As escabrosas notícias dos turistas ingleses, aqueles assaltados no trajeto do aeroporto ao hotel, não atravessaram nossas fronteiras! Ainda bem, teriam uma visão ainda mais distorcida da amada pátria mãe gentil. Os bandidos mais esfomeadamente perigosos não são os de arma em punho. E a irmãzinha de uma amiga, moça seguidora de Paulo, temente e dizimista, confrontou uma colega de trabalho por não se conformar que continue freqüentadora a igreja dos bispos Sônia e Estevam Hernandes, perseguidos até pelo (wow!) FBI. Ouviu o óbvio: “Ué, e os padres? Quantos escândalos de pedofilia e você continua lá.”. Touché! “Calma meninas, há picaretas para todo mundo! Não briguem!” teria dito eu se presenciasse a contenda. E estes escândalos da Renascer nem me tocam muito. Não se paga os tufos em roupas ridículas para se parecer menos pobre? Ou num perfume abstrato para que nosso cheiro natural se omita? Igualzinho, igualzinho com a moralidade...

[Ouvindo: Make Your Own Kind Of Music – Mama Cass]

sexta-feira, 14 de janeiro de 2005

Os Fantasmas Contra-atacam

Se 2005 for tão bacana quanto espero, conseguirei finalmente abandonar o cigarro, este companheiro das horas mais solitárias (parafraseando o querido Mário Quintana, né?), já que o futum já está me dando nos nervos, tal e qual como foi com a véia Mary Joana. Mesmo sabendo que é tão gostoso, tão cult, uma coisa tão minha... Terei a coragem de deixar, só uma vez que seja, de sair de casa pra um compromisso "sério" e ficar curtindo só mais um pouquinho o espreguiçar salsicha do Boris na cama em uma manhã gélida, ou a rabugice da Glenda Glen Glen. Encherei o saco de ter que depender de ônibus ou de caronas alheias e assim, como num passe de mágica, perderei o medo de aprender a dirigir. Afinal, se aquela velhinha do fim da rua conseguiu, por que não você? Compro uma motinha nem que seja caindo aos pedaços... E lá vou eu: Poc, poc, poc! Falando em direção, já está na hora de um roteiro novo após quase 10 anos de Come Bolacha, Graziela! vir à tona. E esse tempo todo à cata de uma boa idéia que valha terá chegado ao fim! Com boa sorte teremos a volta de posts fresquinhos (hehehehe) todo santo dia. Levarei a sério o bordão "foda-se!", que todos julgam que sigo ao pé da letra, o que não é de forma alguma verdade. Assumirei esse meu desejo absurdo de ser um bon vivant com vocação para trabalhar na noite, abrindo um lugar onde muitos se divertirão e ainda sobrará uns trocos para gastar em coisinhas legais. Serei mais seguro ao meu amor, doce e complicado como só os amores de verdade o são. E se ainda me der na telha, mando tudo à merda e começo do zero, afinal, daqui a pouco é ano novo de novo!

[Ouvindo: Moonlight in Vermont - Billy Holiday ]
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