quinta-feira, 26 de fevereiro de 2004

Mulheres à Beira de Um Ataque de Nervos

E assim, como quem não quer nada, sobrevivi a mais um carnaval sem fazer ABSOLUTAMENTE n-a-d-a!!! Nem posso falar algo contra a esbórnia da corte de Momo, apenas prefiro sossego. Mesmo aquele povinho que todo ano aparece no Jornal Nacional se acabando no frevo, maracatu e outros eventos folclóricos do sertão. Acho lindo... Pra ver em um programa da Regina Cazé. E só! Falando em ver o da Sapucaí eu até gosto de assistir, nos primeiros 30 minutos de cada escola. Depois torra. Parece que antes a transmissão da Globo era melhor. Agora é só planos aéreos, o que torna todas absolutamente iguais. E tem menos gente pelada também! Vendo pela TV, Sampa continua sendo o túmulo do samba. Ainda bem! Murchinho, murchinho... Fui convidado para desfilar uma vez na X-9. Era bem assim, a gente desembolsava 200 pilas em uma fantasia medíocre e pronto! Fantasiado de dragão da independência por uma hora e pouco. Nem rola! E por que esses desfiles são tão óbvios? Fala-se em Dom Pedro e lá se vê um boneco de isopor gigante em cima de um cavalo tosco... Lembro da terrinha quando se ficava até altas horas vendo isso tudo. Detalhe, tanto não era ao vivo, como nem daquele ano era! Hoje eles se vangloriam de estarem transmitindo para mais de 100 países em todos os continentes... Amei no TV Fama (Queeeee?) a ex-senhora Gugu alfinetando uma outra bunitôncia: "A minha fantasia não custa 70 mil como a dela! Custa 40 mil. E além do mais com tanta gente passando fome, nem fica bem gastar tanto assim..." Hauahuahaua!!! E a Björk que em Salvador teria tatuado uma entidade da macumba? Fofa! Falando em Salvador, ux! Quer me castigar? Obrigue-me a passar mais do que dez minutos no meio daquele povaréu nessa época do ano. Bizarro não ter mais os bailes finos de salão, coisa que a Band faria melhor negócio em mostrar. Fora o Gala Gay, of course, que deveria se chamar Gala Trave. Em meio aquelas marchinhas contratantes o "repórter": "-Qual o seu nome? -Venho todo ano!", "Qual sua idade? -Suzelene Silva", "Afinal, qual seu nome? - Modelo e atriz".

[Ouvindo: Are You Real - Art Blakey & The Jazz Messengers ]

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2004

Hairspray


Ligar pra aparência eu não sou de ligar... Uso na boa meias pretas com sapato preto, tênis velho, etc, sem a mínima culpa, mas me sinto incrivelmente forte e seguro de cabelo cortado. Mas não leia isso imaginando: "Noooossa, que supimpa, esse cara deve ir ao cabeleireiro todo o mês!". Não vou e, se pudesse, não iria nunca! Não tenho a mínima afeição por utilizar estes profissionais, sempre tão bem informados quanto ao cotidiano alheio. Já fiquei quase um ano sem cortar a juba, o que me deixa feliz para ficar em casa. Na rua, dá-lhe gel (sim, sim, sou um rapaz new wave!), boné, ou qualquer coisa que dome todo o "volume". Aliás, aparento, benzadeus, que não ficarei calvo antes dos 95 anos! Oh! Sou extremamente tímido, e qualquer coisa que possa fazer as pessoas olharem torto já me assusta. Jamais me pergunte como na adolêscencia ele foi lilás (aliás..), azul e verde! Só os hormônios em abundância podem responder! Acho um saco ir cortar o cabelo e ficar duas horas imóvel, e o pior, quase sempre sem fumar. Respondendo a perguntas sobre onde moro, o que faço, quem sou, blablabla!!! E imaginando: "Safado, quer saber por quê? Vou virar as costas e vai desembocar todas essas informações no próximo a sentar aqui...". Mas respondo, sempre respondo. Jamais seria rude com alguém com arma branca em punho. "E se eu não for legal e ele não der um jeito nisso aqui?". Já me diverti perversamente imaginando que se eu contasse que era um arqueólogo prestes a achar a Arca da Aliança, e só depois marcaria casamento com a modelo e atriz da capa daquela revista ali, em pouco tempo nem precisaria mais usar os seus serviços, já que o que importa se o cara parece o capitão caverna se ele é a reencarnação do Errol Flynn? Wow! E poderia criar um blog inteirinho só sobre causos de salão! Tinha um que quando eu era moleque (Humpf, e isso nem faz tanto tempo assim!) aproveitava pra esfregar... Bem, você sabe o quê... Em meu cotovelo. Bastard! Devia ter uns 70 anos e ficava fungando. Uma mocinha que toda vez que ia lavar minha cabeça enfiava o dedão dentro do meu ouvido. Com unhas gigantescas vermelhas e tudo, sem o mínimo dó do meus canais auditivos... Sobre hálitos pútridos nem vou falar. Mas a coisa mais, mas muito mais MESMO, insuportável que sempre acontece comigo, é avisar pra tomar cuidado com o sinal (verruga é o catso!) de nascença que tenho na nuca. Meu pai também tinha. Uma espécie de herança física familiar. "Ah, sim, eu já vi. Pode deixar!" Diz sorrindo, pra logo depois eu gemer de dor e quase, mais uma vez, lá se vai minha espécie de herança física familiar.


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2004

Boogie Nights

E como quem não quer nada assisti pela primeira vez esta semana um filme com o tal Rocco... Oh! Já conhecia o moço de uma matéria no finado Eurotrash com Gaultier, mas, repito: Oh! É tanto aquilo aqui, depois acolá, de novo lá, e mais uma vez aqui, com uma assepsia que impressiona! E o elenco (talentosíssimo!!!) é tanto que se fosse uma coisa made in Hollywood, seria algo comparável a Ben-Hur. Só que lá não tinha figurantes. Como tenho em mente sempre que arrumo minhas pastinhas X-Rated no PC, um é solo, dois é fuck, três é orgy! Assim, cada foto de modalidade "esportiva" ganha seu devido lugar. E ver um trem desses acompanhado? É um olho no gato e outro na sardinha! Não sei se parto pra ação, ou se não incomodo pra não se perder o rumo da trama intrincada. E o medão de parecer uma pessoa influenciável? E a raiva de não de conseguir um terço de "Uhhhhhh", "Ahhhh", "Ooooooh", do que se vê na tela? Saudades das ingênuas e brazucas pornochanchadas, onde clássicos do porte "Sou Dou o Que Elas Gostam, e o Que Elas Gostam Não é Mole" coravam moçoilas casadoiras...

[Ouvindo: radio activity (orbit remix) - KRAFTWERK ]
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