sábado, 29 de novembro de 2003

O Cheiro do Papaia Verde
Um dos maiores insultos que alguém possa me fazer é ficar perto, pegar elevador, ou simplesmente cruzar comigo na rua usando perfume. Qualquer tipo de perfume! Acho muita ousadia fulaninho achar que meu nariz deve sentir este ou aquele odor. Aliás, detesto qualquer imposição, seja ela qual for. Feliz era Marilyn, que "trajava" apenas três gotinhas de Chanel nº 5 pra dormir. E só por isso guardo um pequeno frasco da fragrância de mademoiselle Coco. Minha memória olfativa (se é que isso não é viagem da minha guliver. Duvida?) é fortíssima, mesmo fumando há nove anos. Gosto de reconhecer o cheiro da simpatia, da alegria e até da tragédia quando se aproxima. Tecnologia, pra mim, tem cheiro de plástico quente. Inteligência, de cera em pasta, daquelas que precisam de enceradeira. Gosto até daqueles clichês do tipo terra molhada, e até de chocolate, embora nem dê muita confiança ao produto em si! Aliás, lilás, posts gigantescos não têm me cheirado muito bem...

segunda-feira, 24 de novembro de 2003

O Discreto Charme da Burguesia
Fui ali, mas já voltei! E saiba que se não postei, foi porque não deu mesmo... Pobre Matusa a quilômetros e quilômetros longe! Agora coleciono sonhos de poder comprar um PC, histórias pitorescas sobre a terceira idade, e carinhos e apaixonantes momentos de vida. Salve meu bom Santo Antônio! Sem PC disponível, minha mente tem fervido em posts que talvez nunca vejam a cyber luz... Não foi fácil no dia 5 (a estréia mundial!) assistir a Matrix Revolutions, ficar revoltado (com perdão do trocadalho do carilho) e não poder postar! Sempre foi um porre a teimosia do cinema americano em ser sempre óbvio, muuuuuito explicativo, mas o Matrix de 99 (fora o ridículo beijo salvador) sempre levou vantagem quanto a isso. Anos depois, vem essa droga de seqüência, que simplesmente enterra qualquer mito ou brilho do original... Putz, e que ridícula a nova Oráculo!!! Que boçal o excesso de GC! Os atores (em interpretações até que involuntariamente cômicas) aparecem em 20% do filme. O resto foi um engodo sem um pingo de originalidade. Por que estragaram o original? Malditos yankes!!! E eu que andei pelas entranhas do estado? Hug! E o mais incrível, chega-se a uma cidade e o povo não tem noção de onde mora! Oh! "Aqui é sul..." Sul? Então eu trabalhava na Folha do Sul do lugar errado? Pensou morar em Araraquara e ter a língua plesa? E Jaú, que bem me pareceu uma Itapeva usando Czarina? Nesse meio tempo, li O Nome da Rosa, revi Fúria de Titãs, fiz promessa a Santo Expedito (Hodie!!!) e dei muito beijo na boca... Aliás, tenho pensado muito em uma frase, acho que é do Pessoa, sobre a alegria (ou sensação, não me lembro direito mesmo!) de não se andar mais só. Perdi minha identidade há longos e cavernosos anos, agora terei uma novinha, literalmente!
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