Sem título

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Glen our Glenda

Nunca vi muita graça em homem vestido de mulher! As drags quando surgiram no inicio dos anos 90 eram legais! Belas, glamourosas, debochadas... Quem já viu shows da Dimmy Kier ou Marcia Pantera sabe do que estou falando. Eram deusas assexuadas. Passou a febre não deram em nada, absolutamente nada. Nasceram na gritaria nas portas de clubs, e ficaram por lá mesmo. Dimmy lançou um CD, Tem aquela outra na Hebe, e só! Cada todas as outras? Nunca me permiti, nem em carnaval, me ver em trajes femininos... Me veio á cabeça aquela piada do português que vai ao dentista e ele lhe pergunta: "Seu Manuel, o senhor usa fio dental?"... Me permitindo ou não, (e confessando com o rosto corado) já me vesti duas vezes. A primeira no vídeo que dirigi, Come Bolacha, Graziela! de 96. Apareço em uma ponta, como a vizinha, Nhá La Toya, doida pra ser empregada doméstica, pra baixar o santo, e claro, extorquir qualquer desavisado. Aproveita-se de sua raça para com jeito simplório (fala como se fosse uma escrava de 1815) sempre levar vantagem. Mas foi só uma tarde de gravação, em meio a 5 ou 6 pessoas (1 delas drag profissional!). A outra vez foi quando eu devia ter uns quatro anos. Carnaval, minha mãe não teve dúvidas, colocou uma roupa da minha irmã e saiu me apresentando á vizinhança como a prima Sónia, vinda do Brasil. Lembro dos puxinhos (ou sei lá como se chama aquilo que a Xuxa usava. Lá eram xuqinhas) no meu cabelo loiro, sapatinho de verniz branco, e vestidinho de alcinha, com um cavalo amarelo bordado no peito. Quando as amigas acreditavam, acabavam levantando minha roupa para ver que era brincadeira. Talvez foi a partir daí que deixei de ver graça nisso.. Adultos costumam ser muito cruéis com crianças.
Ouvindo: não vem que não tem - WILSON SIMONAL

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